3. A Imprensa

  IMPRENSA

Quero começar este tema com a questão fundamental da minha tese, que é baseada na presença constante dos sociopatas-alfa na cúpula dos poderes bilaterais (Direita x Esquerda):

O psicólogo Kevin Dutton, da Universidade de Oxford publicou um estudo sobre as “10 profissões preferidas pelos psicopatas1: 1. Presidentes de empresa (CEO: Chief Executive Officer). 2. Advogados (juízes e desembargadores por consequência). 3. Profissionais da Mídia (Rádio e TV). 4. Vendedores. 5. Cirurgiões (médicos e odontológos). 6. Jornalistas. 7. Policiais. 8. Religiosos (Pastores, padres, etc.). 9. Chefes de cozinha. 10. Funcionários públicos.

Ao examinar os CEOs, Dutton cita um estudo acadêmico de 2005 que compara gerentes de negócios, pacientes psiquiátricos e criminosos internados em um teste de perfil psicológico. “Vários atributos psicopáticos eram realmente mais comuns em líderes empresariais do que nos chamados criminosos perturbados”, escreve Dutton, listando atributos como charme superficial, egocentrismo, persuasão, falta de empatia, independência, e foco. A principal diferença reside nas características “antissociais”, com a agressão física dos criminosos, impulsividade e suas transgressões. 2

Dutton não classifica a política como “profissão”, por isso ela não aparece na lista. Mas o seu comentário acerca dos políticos psicopatas é muito esclarecedor: “Não é de surpreender que a política atraia um número desproporcional de psicopatas. ”Os políticos devem ser autoconfiantes, sem medos, muito bons em persuasão e manipulação, e serem mentalmente fortes para lidar com as crises”, diz ele”. 3

Um fato interessante é observarmos que dentre as dez profissões onde mais existem psicopatas, quatro estão diretamente relacionadas com a mídia e o marketing: CEOs, profissionais da mídia, vendedores e os jornalistas!

Portanto, em relação ao “jornalismo político”, podemos incluir duas profissões aonde encontraremos uma quantidade enorme de psicopatas: os jornalistas e os próprios políticos (tanto da Direita quanto da Esquerda)!

Vejamos, então, a reportagem mais neutra possível em primeiro lugar:

Liberdade de imprensa cai para nível mais baixo da última década

A liberdade de imprensa no mundo todo caiu para o nível mais baixo em uma década, incluída uma deterioração do ambiente nos meios de comunicação nos Estados Unidos, segundo um relatório publicado nesta quinta-feira (1 de maio de 2014), dia da liberdade de imprensa, pela organização Freedom House.

O grupo independente sediado em Washington pintou seu mapa de verde, sinal de “Imprensa Livre”, em Austrália, Canadá, Costa Rica, Estados Unidos, na maior parte da Europa, Israel, Japão e Uruguai.

O amarelo de “parcialmente livre” inclui a maior parte da América do Sul, o noroeste e o sudeste da África, Itália, os países balcânicos, Índia, Mongólia, Indonésia e Filipinas.

Os outros, incluídos Cuba, Equador, México, Rússia, Venezuela, China, Vietnã, Camboja, Madagascar, grande parte do centro e do nordeste da África, Oriente Médio e Golfo Pérsico aparecem no tom violeta, de países sem liberdade de imprensa, segundo o grupo.

A deterioração global da liberdade de imprensa, de acordo com a Freedom House, “esteve estimulada em parte por um retrocesso maior em vários países do Oriente Médio, incluído Egito, Líbia e Jordânia, notáveis retrocessos na Turquia, na Ucrânia e vários países do leste da África”.

A diretora do projeto que elabora este relatório anual, Karin Karlekar, assinalou que foi percebida “diminuições no nível global de liberdade dos meios impulsionadas pelos esforços de governos para controlar a mensagem e castigar o mensageiro”.

“Encontramos no ano passado em todas as regiões do mundo governos e atores privados atacando jornalistas, impedindo seu acesso físico aos eventos noticiosos, censurando o conteúdo e ordenando demissões de jornalistas por motivos políticos”, acrescentou Karlekar.

Dos 197 países e territórios avaliados pela Freedom House em 2013, 32% ficaram na categoria de “livres”, 35% na de “parcialmente livres” e 33% na de países “sem liberdade”.

“Os oito países com as piores qualificações continuam sendo Belarus, Cuba, Guiné Equatorial, Eritréia, Irã, Coreia do Norte, Turcomenistão e Uzbequistão”, acrescentou o relatório.

Na América Latina a liberdade de imprensa caiu para o nível mais baixo em cinco anos e “só 2% da população latino-americana vive em ambientes com imprensa livre”.

A Freedom House baixou a pontuação de Honduras, Panamá, Suriname e Venezuela, e subiu as do Paraguai. Cuba mais uma vez foi considerado o país com as piores condições para exercer a liberdade de imprensa na região, embora tenha melhorado ligeiramente sua nota.

A organização indicou também que na Venezuela, o presidente Nicolás Maduro manteve “os esforços de seu antecessor (Hugo Chávez) para controlar a imprensa”, enquanto o Equador experimentou “mais deterioração” com as novas leis e regulações que afetam a imprensa.

Das nações latino-americanas em que foi avaliado não haver liberdade de imprensa, o relatório destacou que o México “continuou sendo um dos países mais perigosos e complicados do mundo para a prática do jornalismo”, com 76 jornalistas assassinados entre 2000 e 2013, e outros 16 desaparecidos desde 2003.

O caso de Honduras, segundo a Freedom House, é semelhante ao do México, pelo efeito intimidatório que a violência causa no exercício livre do jornalismo, mas a isso é preciso somar o aumento da autocensura quando se trata de assuntos como a corrupção ou as relações de funcionários públicos com o crime organizado.

O relatório apontou que “as condições nos Estados Unidos se deterioraram principalmente devido às tentativas do governo de inibir a informação sobre assuntos de segurança nacional”.

A organização indicou que os países latino-americanos que desde 2009 tiveram piora nas condições de liberdade de imprensa foram, na ordem, Equador, Panamá, Bolívia, Honduras e Nicarágua, enquanto a única nação da região que registrou avanços foi a Colômbia.

De acordo com este grupo, o Brasil está na lista de países da América Latina em que só há parcialmente liberdade de imprensa, junto com Guatemala, El Salvador, Nicarágua, Haiti, República Dominicana, Panamá, Colômbia, Peru, Chile, Argentina, Paraguai, Bolívia e Guiana.” 4

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Historicamente as esquerdas sempre tiveram aversão à Imprensa, principalmente nos países aonde as ditaduras dominam ou dominavam. O principal problema que acontece nestes países é que existe apenas uma rede de televisão e uma rede jornalística, com perseguição e até morte de jornalistas que ameacem o sistema político nacional.

Eis um exemplo bem recente na Rússia:

Imprensa russa se autocensura”, diz chefe da Repórteres  sem Fronteiras

Christian Mihr, diretor da ONG, afirma que novas leis restringirão liberdade de jornalistas também durante Jogos de Sochi. Ele alerta para parcialidade dos meios locais durante transmissões.

A poucos dias do início das Olimpíadas de Inverno de Sochi, marcado para 7 de fevereiro de 2014, a realização do evento na Rússia é vista por críticos como uma propaganda de governo. A polêmica em torno do desrespeito aos direitos humanos na preparação dos Jogos – a exemplo de relatos sobre desalojamentos forçados, leis de internet mais rígidas e atitudes de rejeição a homossexuais – levou líderes internacionais como o presidente alemão, Joachim Gauck, a cancelarem a ida a Sochi.

Para o diretor-executivo da organização Repórteres Sem Fronteiras (RSF), Christian Mihr, a imprensa – tanto a nacional quanto a internacional – pode sofrer para cobrir o evento por causa da ampliação do monitoramento de vários meios de comunicação e da internet. “Muitos jornalistas dizem que essas leis causam muita tensão no interior da própria imprensa, que acaba se autocensurando”, afirma, em entrevista à DW.

Deutsche Welle: Em poucos dias, começam as Olimpíadas de Inverno em Sochi. No ranking de liberdade de imprensa da organização Repórteres Sem Fronteiras, a Rússia aparece em 148° lugar, de um total de 179. O que restringe tanto a liberdade de imprensa na Rússia?

Christian Mihr: Desde maio de 2012, quando Vladimir Putin iniciou o terceiro mandato presidencial, foram sancionadas várias leis que permitem a censura e o monitoramento amplo de vários meios de comunicação, especialmente a internet.

Muitos jornalistas dizem que essas leis causam muita tensão no interior da própria imprensa, que acaba se autocensurando. Além disso, observamos muitos ataques a jornalistas na Rússia. Desde 2000, registramos 30 mortes de repórteres no país. Só nos dois últimos anos, houve mais de 30 ataques – a maior parte deles passou impune. Grande parte dessas agressões aconteceu no Cáucaso Norte – ou seja, a região onde serão realizadas as Olimpíadas.

Como o Estado russo controla a imprensa?

Existem praticamente só meios de comunicação estatais ou próximos do governo. As redes de televisão na Rússia têm todas mais ou menos a mesma linha. Especialmente esse tipo de característica é muito perigosa para a liberdade de imprensa porque a televisão é a principal fonte de informação política para a maioria da população russa.

Que leis impedem o trabalho de jornalistas na Rússia?

O exemplo mais atual é a reformulação da lei de internet, que ficou mais rígida e que vai entrar em vigor no dia 1º de fevereiro. Com a nova lei, o governo poderá bloquear sites com “conteúdos extremistas”. Estes sites podem incluir convocações para protestos não autorizados que também podem ir parar nos sites de jornais ou outras publicações.

Em novembro de 2012, a Duma [câmara baixa do Parlamento russo] aprovou uma lei sobre traição da pátria e espionagem. Agora, traição da pátria é tudo que ameaça a segurança do país. Isso pode se tornar um problema para jornalistas que relatam sobre temas sensíveis de segurança.

Em abril de 2013, aprovou-se uma proibição de uso de palavrões na imprensa. Essa regra vale para jornalistas, entrevistados e também para comentários de leitores. Além disso, existe a proibição de “propaganda a favor de relações sexuais não tradicionais na presença de menores de idade”. Na prática, essa regra é contra material jornalístico que fale sobre homossexuais. As multas atingem até 1 milhão de rublos, cerca de 23 mil euros (77 mil reais). E meios de comunicação podem ser fechados por até 90 dias.” 5

Perceberam alguma relação com o andamento do jornalismo no Brasil?

“Comunicação na China

A imprensa chinesa é controlada com rigidez pelo governo, que também restringe a entrada de informações externas ao bloquear sinais de televisão e rádio externos e impedir o acesso a sites estrangeiros na internet. Nos últimos anos, a imprensa chinesa vem tendo liberdade para criticar a corrupção e a ineficácia de funcionários do governo e autoridades, mas a mídia jamais tem autonomia para questionar o poder do Partido Comunista.

Em 2008, existiam 10.000 publicações periódicas, cuja função era, no máximo, contar uma parte da verdade, jamais a verdade inteira. As revistas estrangeiras que chegavam às bancas (pouquíssimas) tinham páginas coladas. Se o assunto da reportagem fosse China, os censores grudavam o que julgavam ser ameaçador ao regime. Eles não sabem inglês ou qualquer outra língua estrangeira, então, eliminam o problema da liberdade de imprensa passando cola em todos os textos aparentemente sensíveis.

Livros de bons autores à venda: quase não há. De maus autores: situação idêntica. Importação de livros: demorada e com o risco de cola nas páginas. Cinema: minguadas setenta salas para os 17,4 milhões de habitantes de Pequim. A exibição de filmes estrangeiros no país é restrita a vinte títulos novos por ano. Assim como as produções chinesas, eles não podem ter cenas de sexo, mensagens políticas ou questionamentos de ordem moral. As emissoras abertas, estatais, exibem majoritariamente novelas ambientadas quinhentos anos atrás, protagonizadas por senhores da guerra de barbas e sobrancelhas longas.” 6

“A censura na República Popular da China é implementada pelo partido político que domina a vida pública do país, o Partido Comunista da China. As regiões administrativas especiais de Hong Kong e Macau têm sistemas legais próprios e têm governos amplamente autossuficientes, pelo que as restrições sobre a liberdade dos chineses não se aplicam nessas regiões.

Os principais assuntos censurados são a democracia, os Protestos na Praça da Paz Celestial em 1989, Falun Gong, a independência do Tibete, a independência de Taiwan, a corruplção, a violência policial, anarquismo, neonazismo, disparidade de renda, segurança alimentar, pornografia, além de meios de comunicação que publicam esses assuntos, conteúdo religioso e outros conteúdos sensíveis.

Os meios de comunicação censurados são todos aqueles capazes de atingir uma ampla audiência, como televisão, mídia impressa, rádio, filmes, teatro, mensagens de texto, mensagens instantâneas, literatura e internet.

A ONG Repórteres sem Fronteiras vê a situação na China como “muito séria”, a pior classificação possível em sua escala. A política chinesa de censura na internet é considerada “difundida” pelo mapeamento global feito pela OpenNet Initiative, também a pior em sua escala. A organização Freedom House define a imprensa chinesa como “não livre”, a pior classificação, dizendo que o controle estatal sobre a imprensa noticiosa na China é conseguido por uma combinação complexa de monitoramento partidário do conteúdo das notícias, restrições legais sobre os jornalistas e incentivos financeiros para a auto-censura.

Literatura: A Administração Geral da Imprensa e Publicações é o órgão estatal chinês que avalia toda obra literária que se pretende editar no mercado. A AGIP tem autoridade legal para avaliar, censurar e banir qualquer publicação impressa ou eletrônica na China. Como todas as editoras precisam ser licenciadas pela AGIP, a agência também tem a prerrogativa legal de impedir a publicação de qualquer autor, bem como o funcionamento de qualquer editora no país. Como resultado, a proporção de livros oficiais em relação a livros piratas é estimada em 40%:60%. De acordo com uma reportagem da ZonaEuropa, há mais de 4000 editoras à margem da lei na China. O governo chinês continua a realizar a queima em público de livros sobre assuntos reprovados como “poluição espiritual” pelo governo.

Internet: A censura da internet na China é vista por muitos analistas como a mais prevalente e sofisticada no mundo. De acordo com um estudo da Universidade Harvard, ao menos 18.000 websites são bloqueados no país. Entre as páginas bloqueadas, encontram-se YouTube, Facebook e Flickr, além de certos termos de pesquisa em sites de busca. Existem 52 dissidentes cibernéticos presos por suas atividades de comunicação on-line na China. Os sites Wikipedia e Google conseguiram permissão do governo para acesso no país, após negociações. A censura na internet chinesa de sites estrangeiros também funciona como um meio de promoção de empresas de internet domésticas, segundo alguns analistas.

Mensagens de texto: De acordo com a ONG Repórteres sem Fronteiras, a China tem mais de 2.800 centros de espionagem de mensagens de texto (SMS). Em 2010, usuários de telefone celular em Xangai e Pequim corriam o risco de ter seu serviço de mensagens de texto cortado se fizessem referência a conteúdo considerado ilegal ou “não salutar”.” 7

Vejamos exemplos mais próximos ao nosso país:

As imagens censuradas na Venezuela.

O socialismo, seja do século 21 ou 20, estraga tudo sempre!

O bolivarianismo conseguiu. O socialismo do século 21, aquele praticamente idêntico ao do século 20, entrega resultados similares também. A Venezuela afunda no caos econômico e social, praticamente em uma guerra civil.

O governo autoritário de Maduro abre fogo contra os protestantes, e olha que não eram criminosos mascarados como os black blocs brasileiros, e sim estudantes com o rosto exposto demandando de forma legítima melhores oportunidades.

El Comercio mostra imagens censuradas no país sob o domínio chavista, onde a liberdade de imprensa não mais existe. Nestes vídeos aparecem dois casos chocantes, quando motoqueiros chegam disparando tiros nos manifestantes.

Tudo muito triste. O regime socialista de Hugo Chávez herdado por Maduro e a destruição das instituições democráticas não poderiam levar a outro lugar mesmo. A Venezuela caminha a passos largos para ser uma nova Cuba, mas claro que parte do povo vai reagir, enquanto for possível.

A Argentina, por sua vez, caminha para ser a nova Venezuela, e o Brasil para ser a nova Argentina. É a maré vermelha varrendo a paz e a democracia de boa parte da América Latina. Socialistas sempre souberam apenas destruir, nunca construir nada. Onde colocam as mãos o estrago é gigantesco.” 8

Chávez enfraquece imprensa na Venezuela, aponta estudo

Relatório do Comitê de Proteção dos Jornalistas mostra que ‘jornalistas e meios de comunicação decidiram censurar sua própria cobertura informativa’. Devido às pressões do ditador temas cruciais não são discutidos na eleição

O constante desprezo pela liberdade de imprensa e o cerceamento aos meios de comunicação privados pelo ditador Hugo Chávez tem resultado em autocensura da imprensa e escassa cobertura de temas cruciais para a população, aponta o relatório do Comitê de Proteção dos Jornalistas (CPJ). O estudo intitulado “Meios privados venezuelanos se enfraquecem sob o assédio de Chávez” foi apresentado nesta quarta-feira, em Nova York, e é o quarto e o mais crítico realizado pelo CPJ sobre a situação da imprensa na Venezuela desde a chegada ao poder do atual presidente, em 1999.

“O desmantelamento gradual da imprensa crítica na Venezuela nos últimos 13 anos, junto com campanhas de desprestígio nos meios de comunicação estatais e decisões judiciais que permitem a censura, é uma perda notável para os cidadãos que precisam de informações profundas, e não de propaganda”, disse Carlos Lauría, coordenador do Programa das Américas do CPJ. Segundo o relatório, o governo de Chávez “utilizou uma variedade de leis, ameaças e medidas reguladoras para enfraquecer, de maneira gradual, a imprensa independente enquanto erguia um império midiático estatal”.

O relatório menciona que “para evitar possíveis multas ou inclusive penas de prisão, muitos jornalistas e meios de comunicação decidiram censurar sua própria cobertura informativa”. O estudo cita casos nos quais a imprensa precisou se retratar ou não fazer a cobertura de um fato, por exemplo, a suposta poluição de um rio. “O governo também bloqueou cobertura informativa crítica, fechou rádios e redes de televisão, processou jornalistas por difamação, excluiu quem considera hostil de eventos oficiais e perseguiu – com a ajuda de militantes e de meios de comunicação estatais – jornalistas críticos”, denuncia o CPJ.

Eleição – Segundo o diretor-executivo do CPJ, Joel Simon, o cerceamento da imprensa impossibilita à população ter acesso a informações críticas e “temas cruciais não estão recebendo cobertura informativa em uma ano eleitoral” “, afirma Joel Simon, diretor-executivo do CPJ. Entre os assuntos que não podem ser tratados com profundidade pela imprensa, o CPJ cita “a saúde de Chávez, o crescente desemprego, a superlotação nas prisões e as condições do vital setor energético estatal”.

“A cacofonia afoga a possibilidade de debater temas importantes e, no contexto da campanha eleitoral, o público é o grande perdedor”, acrescenta Simon, afirmando que a “polarização entre o chavismo e a oposição encarnada pelo candidato Henrique Capriles se reflete de forma dramática na imprensa”.

Exportando o modelo – O relatório também destaca que o declínio do jornalismo venezuelano não prejudica apenas para o país, mas também para os países da regição, que copiam o modelo chavista. “Quase todas as estratégias de Chávez para controlar e isolar os jornalistas críticos foram emuladas por governos que simpatizam com o venezuelano na região, de Nicarágua a Equador”, indicou.

O assédio do governo venezuelano se estende à internet, onde recorreu a “atos intimidadores”: “As contas de jornalistas críticos são hackeadas e utilizadas para promover mensagens a favor do governo”, segundo a investigação do CPJ. (Com agência France-Presse)” 9

“Cuba e a imprensa

A constituição cubana estabelece uma série de direitos e garantias individuais, entre eles o direito à expressão e à imprensa. Porém, em seu art. 62, estabelece uma restrição a essas liberdades.

A imprensa argumenta que essa restrição à liberdade de imprensa é a negação da própria, pois impede que certos temas sejam discutidos, instituindo a censura. Porém, não é sem razão que a imprensa jamais informou o conteúdo de tal artigo, uma vez que a verdade nega o mito criado.

Com efeito, diz o referido artigo:

“ARTICULO 62. Ninguna de las libertades reconocidas a los ciudadanos puede ser ejercida contra lo establecido en la Constitución y las leyes, ni contra la existencia y fines del Estado socialista, ni contra la decisión del pueblo cubano de construir el socialismo y el comunismo. La infracción de este principio es punible.” [Tradução: Artigo 62. Nenhuma das liberdades reconhecidas aos cidadãos pode ser exercida contra o estabelecido na Constituição e nas leis, nem contra a existência e os fins do Estado socialista, nem contra a decisão do povo cubano de construir o socialismo e o comunismo. A infração deste princípio é punível.”]

Vejam só, não é a discussão de certos temas que é proibida, mas o uso da liberdade de expressão CONTRA o estabelecido nas leis, contra o existência do estado socialista e seus fins e, finalmente, contra a opção do povo cubano pelo socialismo e comunismo.

Em resumo, é proibido em Cuba utilizar a liberdade de expressão com a finalidade de eliminar o regime, pelo menos levando em consideração apenas o que diz a constituição, o que não equivale, em nenhum nível, à afirmação de que a discussão é restrita em Cuba, ou que apenas uma opinião é tolerada.” 10

Cuba

Cuba tem as leis mais restritivas sobre a liberdade de expressão e a liberdade de imprensa nas Américas. A Constituição proíbe a propriedade privada dos meios de comunicação e permite a liberdade de expressão e o jornalismo só se eles “estão em conformidade com os objetivos de uma sociedade socialista.” O artigo 91 do Código Penal impõe longas sentenças de prisão ou morte para aqueles que agem contra “a independência ou a integridade territorial do Estado”, e a Lei 88 de Proteção da Independência Nacional de Cuba e Economia impõe até 20 anos de prisão por ter cometido atos” que visem subverter a ordem interna da Nação e destruir seu sistema político, econômico e social.

As estruturas legais e institucionais de Cuba estão firmemente sob o controle do Poder Executivo. Leis que criminalizam a “propaganda inimiga” e da divulgação de “notícias não autorizadas” são usados ​​para restringir a liberdade de expressão, sob o pretexto de proteger a segurança do Estado. Leis de desacato são passíveis de sanções de três meses a um ano de prisão, com penas de até três anos, se o presidente ou os membros do Conselho de Estado, ou Assembléia Nacional são os objetos de crítica. A Lei da Dignidade Nacional 1997, que prevê penas de prisão de 3 a 10 anos para “qualquer pessoa que, de forma direta ou indireta, colabora com a mídia do inimigo”, destina-se a agências independentes de notícias que enviam seu material no exterior.

Em fevereiro e início de março de 2011, os últimos três jornalistas detidos na repressão de 2003, sobre a dissidência política e jornalismo independente conhecida como a “Primavera Negra” foram liberados. Na época, o governo prendeu um total de 29 jornalistas sob a acusação de charges antiestatais – e os condenou a penas de prisão de até 27 anos.

O fim da Primavera Negra aumentou as esperanças de que o governo cubano possa estar à beira de mostrar um novo respeito pela liberdade da mídia. Tais sentimentos foram reforçados pela liberação abril de Albert Santiago Du Bouchet, o último remanescente jornalista na prisão. Du Bouchet, chefe do independente Habana Imprensa agência, havia sido detido em Abril de 2009 e estava cumprindo uma sentença de prisão de três anos sob a acusação de “desrespeito” e distribuição de propaganda inimiga.

No entanto, em um relatório publicado em julho de 2011, o Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ) afirmou que o governo não tinha de fato abandonado o tipo de práticas repressivas destinadas a reprimir o livre fluxo de informações. A investigação do CPJ constatou que o governo continua a perseguir agressivamente jornalistas críticos, utilizando métodos como detenções arbitrárias, detenções de curto prazo, espancamentos, campanhas de difamação e de vigilância. Durante março e abril, o CPJ constatou que os jornalistas foram alvo em mais de 50 casos de repressão. Muitas vezes, esses jornalistas foram detidos em seu caminho para cobrir uma manifestação ou evento político e foram mantidos em delegacias de polícias locais por horas e, em alguns casos dias. Em pelo menos 11 casos, as prisões foram realizadas com violência. Um foco particular de intimidação patrocinada pelo Estado foi Hablemos de Imprensa, um centro de notícias com sede em Havana independente. Entre abril e junho, 14 dos seus correspondentes foram ameaçados e 10 brevemente detidos em pelo menos uma ocasião. No final de setembro, o correspondente Calixto Ramón Martínez Arias do Hablemos Imprensa  foi preso e mantido no Centro Penal Alternativa em Havana. Martínez já havia sido preso três vezes em 2011, em 23 de abril, 25 de maio e 2 de junho, e foi dito que ele estava aguardando deportação para sua cidade natal de Camagüey. A perseguição dos jornalistas do Hablemos Imprensa parecia fazer parte de uma nova ofensiva sobre alguém tentando expressar opiniões dissidentes.

Jornalistas estrangeiros continuaram a ser censurados e perseguidos. Em abril, o jornalista espanhol Carlos Hernando, um contribuinte para El Mundo e o diretor de um curto documentário sobre o jornalista dissidente cubano Guillermo Fariñas, foi preso e mantido por cinco horas em Havana. Acusado de “atividade contra-revolucionária”, ele foi obrigado a deixar Cuba em 48 horas. No início de setembro, o governo decidiu não renovar as credenciais de Mauricio Vincent, um correspondente veterano de 20 anos para o diário espanhol imprensa El País e da rede de rádio Cadena SER.

O governo é dono de todos os meios de comunicação tradicionais, exceto por um número de boletins subversivos. A empresa opera três jornais nacionais, quatro estações de televisão nacionais, seis estações de rádio nacionais, e uma estação de rádio internacional, além de inúmeros veículos da mídia impressa e televisiva local. Todo o conteúdo é determinado pelo governo, e não há independência editorial. Os cubanos não têm o direito de possuir ou distribuir publicações estrangeiras, embora algumas pesquisas internacionais são vendidos em hotéis turísticos. A propriedade privada dos meios eletrônicos também é proibida.

Cerca de 23% da população cubana acessaram a internet em 2011. No entanto, a grande maioria dos usuários de internet têm acesso apenas a uma intranet cubana acompanhada de perto, consistindo de uma enciclopédia, endereços de e-mail terminados em “.cu” usada por universidades e autoridades governamentais, e alguns sites de notícias do governo. Fora hotéis, apenas alguns privilegiados têm uma autorização especial para acessar a rede internacional da World Wide Web. 

O regime ameaça qualquer conexão com a internet de forma ilegal com cinco anos de prisão, enquanto a sentença por escrever artigos “contra-revolucionários” para sites estrangeiros é de 20 anos. No entanto, as autoridades não têm os meios para a criação de um sistema de filtragem sistemática. Isso força o governo a contar com vários fatores para restringir o acesso à internet, incluindo o custo exorbitante de conexões de cerca de US $ 1,50 por hora a partir dos pontos de acesso à intranet controlada pelo Estado e US $ 7 por hora a partir de um hotel para acessar a rede internacional (o salário médio mensal é de R $ 20) e os problemas de infra-estrutura, particularmente conexões lentas. O relatório do CPJ constatou que muitos jornalistas independentes fazem diariamente ou viagens semanais para embaixadas estrangeiras para usar conexões de internet livre, mas observou que essa prática coloca-os sob uma análise mais aprofundada do governo.

Esperava-se que um projeto de cabo de fibra óptica U$ 70,000,000 abriria acesso à Internet, nomeadamente através do aumento das velocidades de conexão. Os trabalhos sobre o projeto, financiado pelo governo venezuelano e liderada pela empresa francesa Alcatel-Lucent, começou no início de 2011 e deveria ter sido concluída até o meio do ano. No entanto, até o final de 2011, a mídia estatal não fez ainda nenhuma menção sobre isso, levando a especulações de que o projeto nunca foi concluído devido à corrupção no governo cubano. Apesar das dificuldades de acesso à Internet sem restrições, existe uma comunidade de blogs pequena, mas vibrante. Blogueiros em Cuba ainda podem ser presos por seu trabalho, mas muitas vezes enfrentam o assédio e intimidação. Alguns, como Yoani Sanchez, também foram impedidos de viajar para o exterior para receber prêmios por seu trabalho.” 11

“Não pode existir liberdade de imprensa onde reina o capital, onde reina o mercado, onde existe concentração do poder econômico e político”. Quem disse isso foi Rogélio Polanco, hoje embaixador de Cuba na Venezuela, deputado e diretor do jornal Juventud Rebelde quando deu o depoimento à cineasta argentina Carolina Silvestre, que em 2008 rodou o documentário não jornalístico “Hechos, no palavras” [Feitos, não palavras]. 12

Após 50 anos, Cuba tem veículo de imprensa independente

Portal de notícias é de responsabilidade da filósofa opositora Yoani Sánchez

Havana – O portal de notícias “14ymedio” é primeiro veículo de comunicação independente em 50 anos em Cuba. A imprensa independente no país da América Central foi silenciada desde o início da década de 1960 pelo governo socialista de Fidel Castro.

O site é de responsabilidade filósofa Yoani Sánchez, que ganhou fama e reconhecimento internacional com seu blog “Generación Y”. O portal foi lançado nesta quarta-feira (20), desafiando a censura do governo cubano. “É fruto da evolução de uma aventura pessoal que se transformou em um projeto coletivo”, afirma a gestora na apresentação do portal, que está disponibilizado desde às 8h5min local (9h5min no horário oficial de Brasília).

A primeira edição mostra uma reportagem sobre a violência noturna na capital Havana e uma entrevista com o escritor Ángel Santiesteban, preso pelo governo, sob acusações de violência. A edição também conta como uma carta de vários jornalistas e escritores estrangeiros, incluindo o Prêmio Nobel de Literatura peruano Mario Vargas Llosa, pedindo respeito do governo pela imprensa.

O surgimento do novo meio de comunicação foi renegado pelo governo de Raúl Castro e pelos meios de comunicação oficial.” 13

Bem, acho que são suficientes estes relatos sobre o jornalismo nos países socialistas mais importantes do mundo. Aqui no Brasil a relação do PT com a imprensa tem trilhado, embora sutilmente, caminhos não muito diferentes, sempre se colocando como as vítimas do “quarto poder”:

“Em maio de 2014 o PT responsabilizou, durante o congresso nacional do partido, “a elite, os conservadores e a imprensa pela crise de popularidade da presidente Dilma Rousseff”.

Em seu discurso, o ex-presidente centrou fogo na imprensa. Após afirmar que não se tratava de um “ataque”, disse que os meios de comunicação são uma legenda partidária. “O principal partido de oposição é a nossa gloriosa imprensa”, afirmou Lula. Ele disse que o PT é “democrático” porque anuncia nos jornais e, nas páginas seguintes o noticiário “esculhamba” o partido – “e a gente não reclama”. Lula e Falcão defenderam uma lei para regular a mídia. Durante o discurso de Falcão, a plateia aplaudiu e aproveitou para criticar as organizações Globo. “A verdade é dura: a rede Globo apoiou a ditadura”, cantaram os petistas. 14

As grandes vedetes da imprensa para os petistas sempre foram a TV Globo e a revista VEJA (cujas fontes usei frequentemente nesta pesquisa, o que vai deixar os petistas de plantão muito irritados).

Vamos relembrar algumas falas do ex-presidente Lula em relação à imprensa e ao jornalismo, principalmente no ano de 2010 e fazer algumas correlações óbvias com a situação do PT em relação à mídia neste ano de 2014:

“Lula: “Nove ou dez famílias dominam comunicação”

Às vésperas da escolha nas urnas do novo presidente da República, o presidente Lula intensificou suas críticas à imprensa e voltou a defender uma nova regulamentação do setor. Em entrevista ao portal Terra, divulgada nesta quinta-feira (23), Lula afirmou que a comunicação no Brasil é dominada por “nove ou dez famílias” – donas de canais de TV, de rádio, jornais, sites e outras mídias – e defendeu que “a imprensa brasileira deveria assumir categoricamente que ela tem um candidato e tem um partido”.

“O que não dá é para as pessoas ficarem vendendo uma neutralidade disfarçada. Muitas vezes, fica explícito no comportamento que eles têm candidato e gostariam que o candidato fosse outro”, disse. “A verdade é que nós temos nove ou dez famílias que dominam toda a comunicação desse país. A verdade é essa. A verdade é que você viaja pelo Brasil e você tem duas ou três famílias que são donas dos canais de televisão. E os mesmos são donos das rádios e os mesmo são donos dos jornais…”.

Sem citar na entrevista referências ou nomes, Lula desabafou que “nunca disseram que a TV pública de São Paulo é do governador de São Paulo”, mas que parte de imprensa afirma que a TV pública brasileira “é a TV Lula”. “Na campanha passada, os caras diziam, ‘porque o avião do Lula…’, porque o Aerolula… Agora, estão dizendo que a TV pública é a TV do Lula. Esse carregamento composto de muito preconceito ou de muita, eu diria até, às vezes, ódio, demonstra o quê?”, afirmou Lula.

Na entrevista, o presidente defendeu o estabelecimento de um novo marco regulatório para a telecomunicação no Brasil. Lula citou a Conferência Nacional de Comunicação, ocorrida no ano passado, onde foram discutidas propostas como a criação do Conselho Nacional de Comunicação, que seria um órgão de controle público das mídias. A proposta é considerada pelos grandes veículos de comunicação como uma censura. “As pessoas, ao invés de ficarem contra, deveriam participar, ajudar a construir, porque será inexorável”, considerou. 

Ao portal, o presidente falou ainda sobre a saída do cargo da ex-ministra-chefe da Casa Civil Erenice Guerra, que pediu demissão após repercussões da denúncia de nepotismo e de esquema de lobby e propina envolvendo seu filho Israel Guerra. Na avaliação de Lula, Erenice “jogou fora uma chance extraordinária de ser uma grande funcionária pública deste país”. “Se alguém acha que pode chegar aqui e se servir, caia do cavalo. Porque a pessoa pode me enganar um dia, pode me enganar, sabe, mas a pessoa não engana todo mundo todo tempo. E quando acontece, a pessoa perde”.

Veja abaixo os principais trechos da entrevista:

Projeto de lei para controle público da mídia

“Se existir uma ideia, ela será discutida pelo próximo governo. Pelos próximos governos. Ela será decidida pelo Congresso Nacional, porque é impossível você imaginar fazer uma coisa que discuta comunicação se você não passar pelo Congresso. Quando nós tomamos a decisão de fazer a Conferência da Comunicação – nós já fizemos conferências de tudo que você possa imaginar, até de segurança pública -, quando fizemos a Conferência de Comunicação, alguns setores das comunicações participaram, algumas tevês participaram, algumas empresas telefônicas participaram e muitos jornais participaram. Ela foi feita a nível municipal, a nível estadual e nível nacional. Determinados setores da imprensa não quiseram participar e começaram a achar que aquilo era antidemocrático, que aquilo era não sei das contas. Eu não sei qual é a preocupação que as pessoas têm de a sociedade discutir comunicação. Uma legislação que está regulamentada em 1962. Portanto, não tem nada a ver com a realidade que nós temos hoje.”

Relação com a imprensa

“O velho Frias (Octavio Frias de Oliveira, publisher da Folha, falecido em abril de 2007) me dizia: ‘Lula, o pessoal do andar de cima não vai permitir você subir lá…’. Quem me dizia isso era o velho Frias repetidas vezes: ‘Lula, cuidado, o pessoal do andar de cima não vai permitir você chegar naquele andar…’. Sabe? Então, o pessoal se comporta como se o pessoal da senzala tivesse chegado à casa grande. E ficam transmitindo uma coisa absurda. Nesse momento do Brasil, falar em falta de liberdade de comunicação….? Nesse momento do Brasil! Eu duvido, duvido. Eu quero até que vocês coloquem em negrito isso aqui: Eu duvido que exista um país na face da Terra com mais liberdade de comunicação do que neste País, da parte do governo. Agora, a verdade é que nós temos nove ou dez famílias que dominam toda a comunicação desse País. A verdade é essa. A verdade é que você viaja pelo Brasil e você tem duas ou três famílias que são donas dos canais de televisão. E os mesmos são donos das rádios e os mesmos são donos dos jornais…”

Imprensa investigativa

“Veja, eu sempre admito que muitas vezes tem coisas que você tem que investigar. Agora, porque eu comecei falando da feijoada? Porque a feijoada tem ingredientes, você, quando vai na panela de feijoada, você tem o feijão e tem lá trezentas coisas para escolher. O que eu acho é que toda notícia de denúncia ela vem como se fosse uma feijoada. Depois que você faz um processo de investigação, escolhe o que você quer ali, você vai perceber que a quantidade de coisas, você vai perceber o que é cada um. Tem coisa que tem dimensão séria, tem coisa que é boato, especulação, tem coisa que não tem profundidade. Então, qual é o papel de um presidente da República? Ou seja, na hora que você sabe de uma situação dessa, a primeira coisa que você faz é criar uma sindicância interna, ou seja, a CGU, a Casa Civil começa a investigar e a Polícia Federal abre inquérito. A partir desse momento, o presidente da República fecha a boca, certo? Porque, a partir daí, não pode ter mais nenhuma influência do governo no processo de investigação. Quando tiver resultado de todas as pessoas darem depoimento, aí você então comunica a sociedade o que aconteceu de fato e de direito.” 15

Altamiro Borges: O Globo e o ato contra o golpe midiático

O ato “contra o golpismo midiático e em defesa da democracia”, que ocorrerá nesta quinta-feira, dia 23 (09/2010), às 19 horas, na sede do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo, parece que incomodou o poderoso monopólio da família Marinho. O site do jornal O Globo deu manchete: “Após ataques de Lula, MST e centrais sindicais se juntam contra a imprensa”. Já o jornal impresso publicou a matéria “centrais fazem ato contra a imprensa”. Como se nota, o império global sentiu o tranco!

Diante desta reação amedrontada, é preciso prestar alguns esclarecimentos. Em primeiro lugar, o ato do dia 23 não está sendo convocado pelas centrais sindicais, MST ou partidos. Ele é organizado pelo Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé, entidade fundada em 14 de maio último, que reúne em seu conselho consultivo 54 jornalistas, blogueiros, acadêmicos, veículos progressistas e movimentos sociais ligados à luta pela democratização da comunicação. A entidade é ampla e plural, e tem todo o direito de questionar as baixarias da mídia golpista.

As mentiras sobre o protesto

As manchetes e a “reporcagem” do jornal O Globo tentam confundir os leitores. Insinuam que o protesto é “chapa-branca” e serve aos intentos do presidente Lula, que “acusa a imprensa de agir como partido político”. A matéria sequer menciona o Centro de Estudos Barão de Itararé e tenta transmitir a ideia de que o ato é articulado pelo PT, “siglas aliadas”, MST e centrais. A repórter Leila Suwwan, autora do texto editorializado, cometeu grave erro, que fere a ética jornalística. 

Em segundo lugar, é preciso explicitar os verdadeiros objetivos do protesto. Ele não é “contra a imprensa”, como afirma O Globo, jornal conhecido por suas técnicas grosseiras de manipulação. É contra o “golpismo midiático”, contra a onda denuncista que desrespeita a Constituição – que fixa a “presunção da inocência” – e insiste na “presunção da culpa” que destrói reputações e não segue os padrões mínimos do rigor jornalístico – até quem saiu da cadeia é usado como “fonte”.

Falso defensor da liberdade de imprensa

O Globo insiste em se travestir como defensor da “liberdade de imprensa”. Mas este império não tem moral para falar em democracia. Ele clamou pelo golpe de 1964, construiu o seu monopólio com as benesses da ditadura e tem a sua história manchada pelo piores episódios da história do país – como quando escondeu a campanha das Diretas-Já, fabricou a candidatura do “caçador de marajás”, defendeu o modelo destrutivo do neoliberalismo ou criminaliza os movimentos sociais.

Quem defende a verdadeira liberdade de expressão, contrapondo-se à ditadura midiática, estará presente ao ato desta quinta-feira. Seu objetivo é dar um basta ao golpismo da mídia, defender a soberania do voto popular e a democracia. Ele não é contra a imprensa, mas contra as distorções grosseiras dos donos da mídia. Não proporá qualquer tipo de censura, mas servirá para denunciar as manipulações dos impérios midiáticos, inclusive dos que são concessionárias públicas.

Reproduzo abaixo a integra do convite do Centro de Estudos Barão de Itararé:

COMPAREÇA AO ATO EM DEFESA DA DEMOCRACIA!

CONTRA A BAIXARIA NAS ELEIÇÕES!

CONTRA O GOLPISMO MIDIÁTICO!

Na reta final da eleição, a campanha presidencial no Brasil enveredou por um caminho perigoso. Não se discutem mais os reais problemas do Brasil, nem os programas dos candidatos para desenvolver o país e para garantir maior justiça social. Incitada pela velha mídia, o que se nota é uma onda de baixarias, de denúncias sem provas, que insiste na “presunção da culpa”, numa afronta à Constituição que fixa a “presunção da inocência”.

Como num jogo combinado, as manchetes da velha mídia viram peças de campanha no programa de TV do candidato das forças conservadoras.

Essa manipulação grosseira objetiva castrar o voto popular e tem como objetivo secundário deslegitimar as instituições democráticas a duras penas construídas no Brasil.

A onda de baixarias, que visa forçar a ida de José Serra ao segundo turno, tende a crescer nos últimos dias da campanha. Os boatos que circulam nas redações e nos bastidores das campanhas são preocupantes e indicam que o jogo sujo vai ganhar ainda mais peso.

Conduzida pela velha mídia, que nos últimos anos se transformou em autêntico partido político conservador, essa ofensiva antidemocrática precisa ser barrada. No comando da ofensiva estão grupos de comunicação que – pelo apoio ao golpe de 64 e à ditadura militar – já mostraram seu desapreço pela democracia.

É por isso que centrais sindicais, movimentos sociais, partidos políticos e personalidades das mais variadas origens realizarão – com apoio do movimento de blogueiros progressistas – um ato em defesa da democracia. 

Participe! Vamos dar um basta às baixarias da direita!

Abaixo o golpismo midiático! 

Viva a Democracia!

Data: 23 de setembro, 19 horas

Local: Auditório do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo 

(Rua Rego Freitas, 530, próximo ao Metrô República, centro da capital paulista).

Presenças confirmadas de dirigentes do PT, PCdoB, PSB, PDT, de representantes da CUT, FS, CTB, CGTB, MST e UNE e de blogueiros progressistas.” 16

“Companheiro de luta,

A você que está todo dia na internet reclamando – com justiça – da mídia corrupta e golpista que temos no Brasil, deixo meu último recado antes do ato público que ocorrerá neste sábado no Masp contra essa mesma mídia.

Se, apesar de ter se comprometido a comparecer, você tiver dificuldade que torne humanamente impossível cumprir com seu compromisso, não há o que fazer. Mas, em nome de suas convicções, não falte por preguiça ou comodismo.

Não adianta reclamar e, quando lhe é dada a oportunidade de agir, você foge às suas responsabilidades de cidadão. Se não comparecer por uma razão que não for realmente sólida, pare de reclamar e se conforme com essa mídia.

Cidadãos que passam os dias na internet reclamando e, na hora de agir, furtam-se a dar consequência à própria indignação, estão perdendo tempo reclamando porque palavras escritas em uma máquina não mudarão nada.

Vá, lute, manifeste-se. Sentir-se-á bem consigo, depois desse ato de cidadania. Sentir-se-á cidadão na acepção da palavra. E se os avanços na comunicação vierem, poderá dizer a si mesmo que parte do mérito lhe pertence.

Se você é de outra cidade ou se há alguma outra razão realmente forte para não fazer o que tem que fazer e se propôs a fazer, tudo bem. Agora, se está em São Paulo, pode ir e não for, toda vez que sentir indignação com o que está errado, lembre-se de sua omissão.

Uma amiga do Rio, a professora Vera, uma senhora que está com problemas até de locomoção, chegou a vir uma vez, de ônibus, a São Paulo e ontem foi ao ato do Rio com todas as suas dificuldades. Isso é cidadania, meus amigos.

Parabéns antecipados aos que forem à luta por terem coragem e disposição cívica e serem coerentes com seus princípios. Pense, não se omita, lute. Seja cidadão. Por isso criei o blog e o Movimento dos Sem Mídia, para estimular atos de cidadania.

Meu abraço, companheiro, companheira.

Eduardo Guimarães” 17

O termo “Partido da Imprensa Golpista” (comumente abreviado para PIG ou PiG) é inclusive uma expressão usada por órgãos de imprensa e blogs políticos de orientação de esquerda para se referir a órgãos de imprensa e jornalistas por eles considerados tendenciosos, que se utilizariam do que chamam grande mídia como meio de propagar suas ideias e tentar desestabilizar governos de orientação política contrária. 18

Observem estas críticas feitas pelo jornalista Mário Prata em entrevista ao Diário de Natal: “A imprensa brasileira está podre. Os grandes jornais, as coisas que são consideradas grande imprensa no Brasil, como Folha de S. Paulo, Globo, Estadão, Jornal Nacional, Veja, para mim são piadas. Todos esses que eu citei têm ódio do Lula, é um ódio doentio, é uma coisa que me dá medo.” 19

Demétrio Magnoli diz queo PT adotou uma tese, não essencialmente diversa da que orienta o governo de Hugo Chávez, na Venezuela, segundo a qual a imprensa é um ator partidário no jogo político – e está contra o governo. Dela resulta uma política de pressões contra a imprensa e de criação de uma imprensa governista, direta ou indiretamente financiada pelo estado. O governo Lula oscila sobre a adoção dessa política, emitindo declarações favoráveis à liberdade de imprensa com uma mão, e estimulando, com a outra, as posições de cerceamento da imprensa independente.” 20

Reinaldo Azevedo pondera:

“O PT chegou ao poder com a “mídia” que está aí – ou quase. Digo “quase” porque, na média, o jornalismo brasileiro já foi mais crítico, menos sabujo, mais independente, menos atrelado à pauta do partido do poder, mais corajoso, menos pusilânime diante daqueles que se querem “os donos do povo”. Quando na oposição, o partido jamais falou em controlar a imprensa. Ela lhe era útil, e o partido foi uma fonte inesgotável de dossiês e denúncias contra seus adversários. Algumas chegaram a ser estupidamente veiculadas pela imprensa, sem qualquer comprovação, tal era a intimidade do partido com jornalistas.

Hoje, essa imprensa, com importantes exceções honrosas, está muito mais rendida ao poder. Mesmo assim, isso parece pouco ao PT. O partido está em seu terceiro mandato no governo federal; tem chances imensas de conquistar o quarto mandato. Desde que as eleições diretas foram reinstituídas no país, é a agremiação mais bem-sucedida: venceu três das seis disputas… Tudo o mais constante, em 2015, serão quatro de sete. 

Cumpre, então, perguntar: que diabo de mal a imprensa livre faz ao PT? Em que prejudica os seus anseios? Ao contrário: até Lula reconhece ser ele próprio produto da liberdade de imprensa. Por que a sanha autoritária, a volúpia da censura? A resposta é óbvia: o partido quer o poder absoluto. Isso não significa que pretenda, sei lá, pôr a oposição na clandestinidade. Ele só quer torná-la irrelevante, demonizando aqueles que não se submetem à sua vontade. Lembram-se daquele blogueiro lulista que chegou a sugerir que reportagens procurassem identificar os que consideravam o governo ruim ou péssimo? É fascismo na veia!

Notem, ademais, que o “controle da mídia” voltou a ser pauta urgente e inegociável para os petistas depois da condenação dos mensaleiros. Eles não querem uma imprensa que possa, enfim, vigiar os seus corruptos, os seus peculatários, os seus quadrilheiros.” 21

Finalizando nosso tema com um bom texto para reflexão de ambos os lados da moeda:

“Democracia e liberdade de imprensa

A América Latina apresenta uma situação bastante curiosa, pois há uma tendência crescente a dissociar a liberdade de imprensa e dos meios de comunicação em geral da democracia. É como se o fato de realizar periodicamente eleições, frequentemente com abusos de poder ou simulacros de igualdade na competição partidária, fosse suficiente para um país ser, sem mais, qualificado como uma democracia. Mas um aspecto da maior importância é simplesmente desconsiderado: as condições de exercício da democracia, como a liberdade de pensamento e de expressão, no seu sentido mais amplo, terão sido observadas?

Uma democracia, no sentido político do termo, só cobra o seu pleno significado como realização de direitos civis, que são, assim, observados. Dentre eles devemos destacar a liberdade de ir e vir, a liberdade de organização sindical e partidária, a liberdade de pensamento, a liberdade de expressão e a liberdade de imprensa e dos meios de comunicação. Um Estado que não observa esses direitos civis, por mais que procure encobrir os seus atos como “legais”, nada mais é do que uma ditadura explícita ou em via de se consumar.

Antes, no entanto, de atentarmos para casos próximos a nós, seria interessante recorrer a exemplos históricos das sociedades que fizeram a experiência do socialismo. Tomemos o caso dos países do “socialismo real”, como a antiga Checoslováquia, o seu exemplo valendo para todos os demais. No início de suas manifestações, na década de 1960, por mais liberdades, que culminaram com a invasão das tropas comunistas soviéticas, os cidadãos checos não lutavam para eleger seus governantes, mas para poderem livremente expor seus pensamentos. Propugnavam uma imprensa livre, combatiam para poder expressar suas opiniões.

Muito tempo depois, quando do desmoronamento da União Soviética, com seus reflexos em todos aqueles países, muitos dos contestadores do comunismo/socialismo continuavam ainda lutando por direitos civis, por estimarem, naquele então, que as liberdades políticas não estavam no horizonte próprio, oprimidas que se encontravam pelos respectivos Partidos Comunistas e seus aparatos policiais. Para eles, tratava-se de um direito básico, condição, por assim dizer, de todos os demais. Aqueles que se recusavam a conceder tais direitos, pretendendo guardar o monopólio do poder, eram os que temiam a propagação política das liberdades civis assim conquistadas. Não há nenhum país “socialista” ou “comunista” que tenha reconhecido os direitos civis – em particular a liberdade de imprensa e expressão -, salvo em seu ocaso.

Nesse sentido, o mundo político do século 20 tinha uma vantagem sobre o do século 21: a clareza. Os socialistas, com diferentes usos de retórica, eram contra a liberdade de imprensa e dos meios de comunicação em geral, não escondendo seu propósito de silenciá-los. Os atuais, porém, são mais ardilosos: eles silenciam a liberdade de imprensa em nome da “verdadeira” liberdade de imprensa! Pervertem a democracia em nome da democracia!

Exemplo particularmente paradigmático é o fato de o presidente venezuelano, Hugo Chávez, autocrata assumido, ter recebido da Universidade de La Plata, na Argentina, um prêmio de reconhecimento por seu “trabalho” em prol da liberdade de imprensa. Ou seja, um liberticida é agraciado por “seu apreço pela liberdade de imprensa”. Um protoditador que silencia empresas de rádio e televisão, ocupa despudoradamente a mídia, aniquila o Estado de Direito em seu país é “reconhecido” pelos “socialistas” como digno defensor da liberdade de imprensa. O deboche é total. E o pior de tudo é que não se trata de um programa de humor, nem mesmo de humor negro!

O prêmio, ademais, foi concedido por uma universidade, que se desonra, evidentemente, como lugar por excelência da liberdade de pensamento, compactuando com os que procuram, por todos os meios, sua eliminação. Um reitor desse tipo deveria ser nomeado pela presidente Cristina Kirchner para presidir a Comissão Pública de Censura. Pelo menos as coisas estariam no seu lugar!

A própria Cristina Kirchner, aliás, empreende luta ferrenha contra um dos mais importantes conglomerados de comunicação da Argentina, o Grupo Clarín. Recentemente, o jornal El Clarín não pôde circular por causa de piquetes organizados por sindicalistas peronistas, a serviço do mesmo grupo político. Vale simplesmente a força, tendo até ordens judiciais sido descumpridas. A polícia, por sua vez, observou o ato de violência sem agir.

Há uma espécie de tolerância com esse tipo de atos que é extremamente preocupante. Alguns fazem o “torto” – para não dizer “esquizoide” – raciocínio de que, como há eleições nesses países, tudo pode, então, ser resolvido. O problema é, porém, muito mais grave, porque as próprias eleições estão sendo deformadas, graças ao progressivo controle político dos órgãos de imprensa e de comunicação em geral e, de maneira mais precisa, do processo de formação da opinião pública.

Tais exemplos deveriam ser levados seriamente em consideração em nosso país, pois no governo anterior eles começaram a ser imitados. Tivemos uma sucessão de iniciativas e conferências nacionais que compartilhavam o mesmo princípio de que deveria haver um controle de conteúdo, de que deveriam ser levadas em conta propostas de uma sociedade civil – manipulada, diga-se de passagem – que instalariam a “verdadeira” liberdade de imprensa. Estamos diante do mesmo ardil, o de suprimir as liberdades em nome da “verdadeira” liberdade. São crias do mesmo projeto autoritário.

Se é bem verdade que o Brasil precisa de uma nova legislação para o setor de audiovisual e telecomunicações, pois as leis dessa área datam da década de 70 do século passado e nesse meio tempo houve toda a revolução digital, por outro lado convém não confundir a necessária modernização do setor com a instauração velada de novas formas de silenciar os direitos civis.” 22

Depois de todas as pressões sofridas recentemente pelos membros do PT, em particular a presidente Dilma Rousseff, Alberto Cantalice, vice-presidente do PT, divulga no site do partido uma lista negra de jornalistas conhecidos em nosso país:

“Alberto Cantalice: A desmoralização dos pitbulls da grande mídia

Três vezes derrotados nos pleitos presidenciais, por Lula e Dilma e o PT, os setores elitistas albergados na grande mídia, ao se verem na iminência do quarto revés eleitoral, foram ao desespero.

Diurtunamente lançam vitupérios, achincalhes e deboches contra os avanços do país visando desgastar o governo federal e a imagem do Brasil no exterior. Inimigos que são das políticas sociais, políticas essas que visam efetivamente uma maior integração entre todos os brasileiros, pregam seu fim.

Profetas do apocalipse político, eles são contra as cotas sociais e raciais; as reservas de vagas para negros nos serviços públicos; as demarcações de terras indígenas; o Bolsa Família, o Prouni e tudo o mais.

Divulgadores de uma democracia sem povo apontaram suas armas, agora, contra o decreto da Presidência da República que amplia a interlocução e a participação da população nos conselhos, para melhor direcionamento das políticas públicas.

Personificados em Reinaldo Azevedo, Arnaldo Jabor, Demétrio Magnoli, Guilherme Fiúza, Augusto Nunes, Diogo Mainardi, Lobão, Gentili, Marcelo Madureira entre outros menos votados, suas pregações nas páginas dos veículos conservadores estimulam setores  reacionários e exclusivistas da sociedade brasileira a maldizer os pobres e sua presença cada vez maior nos aeroportos, nos shoppings e nos restaurantes. Seus paroxismos odientos revelaram-se com maior clarividência na Copa do Mundo.

Os arautos do caos, prevendo e militando insistentemente pelo fracasso do mundial – tendo, inclusive, como ponta de lança a revista Veja previsto que os estádios só ficariam prontos depois de 2022, assistem hoje desolados e bufando à extraordinária mobilização popular e ao entusiasmo do povo brasileiro pela realização da denominada, acertadamente, de a Copa das Copas.

O subproduto dos pitbulls do conservadorismo teve seu ápice nos xingamentos torpes e vergonhosos à presidenta Dilma na abertura da Copa, na Arena Corinthians. Verdadeiro gol contra, o repúdio imediato de amplas parcelas dos brasileiros e brasileiras ao deprimente espetáculo dos vips demonstra que a imensa maioria da população abomina essa prática.

Desnudam-se os propagadores do ódio. A hora é de renovar as esperanças e acreditar no Brasil!” 23

Marcelo Madureira, um comediante brasileiro que foi citado na tal “lista negra”, dá uma resposta em vídeo e chama Alberto Cantalice para briga:

“Prestem bem atenção no rosto deste indivíduo aqui. O nome dele é Aberto Cantalice. Ele é vice-presidente do PT e responsável pelas mídias sociais do Partido dos Trabalhadores. Ele acaba de publicar um artigo no site do PT, onde ele apresenta uma lista negra de jornalistas, entre os quais o Reinaldo Azevedo, o Danilo Gentile, o Diogo Mainardi, o Guilherme Fiuza, e este aqui que vos fala, o Marcelo Madureira,  Lobão, enfim. Ele criou uma lista negra em que ele sugere que nós, no caso, somos pessoas do mal, contra o Brasil, contra os pobres, e por isso mesmo qualquer tipo de agressão, inclusive física, contra as nossas pessoas é bem vinda, é justa. Não me cabe fazer nenhum julgamento por uma bobagem tão grande que esse camarada escreveu. Eu só quero dizer para o Alberto Cantalice que eu sou contra o PT mas não sou contra os pobres, eu sou contra a pobreza, eu sou a favor de um Brasil melhor, eu sou contra a demagogia, eu sou contra um partido que rouba e que é aliado de Paulo Maluff, José Sarney, Collor, entre outros. E uma coisa, Cantalice, se você quiser, pode vir buscar o meu escalpo, que eu não tenho medo, não. … Eu não temo medo, não. Ele pode vir buscar o meu escalpo, que eu vou receber ele muito bem! E tenho dito!” 24

Aonde tudo isso vai chegar?

Paulo Maciel

Fontes: 

 

  1. [http://exame.abril.com.br/carreira/noticias/as-carreiras-com-mais-profissionais-psicopatas?page=2]
  2. http://www.amazon.com/The-Wisdom-Psychopaths-Killers-Success/dp/0374291357
  3. http://www.theglobeandmail.com/life/health-and-fitness/health/how-can-you-tell-if-someone-is-a-psychopath-not-all-are-predators/article4705262/
  4. [http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/efe/2014/05/01/liberdade-de-imprensa-cai-para-nivel-mais-baixo-da-ultima-decada.htm]
  5. http://www.dw.de/imprensa-russa-se-autocensura-diz-chefe-da-rep%C3%B3rteres-sem-fronteiras/a-17394928
  6. http://veja.abril.com.br/idade/exclusivo/conheca_pais/china/sociedade.html
  7. http://pt.wikipedia.org/wiki/Censura_na_Rep%C3%BAblica_Popular_da_China
  8. http://veja.abril.com.br/blog/rodrigo-constantino/socialismo/as-imagens-censuradas-na-venezuela-ou-o-socialismo-seja-do-seculo-21-ou-20-estraga-tudo-sempre/
  9. http://veja.abril.com.br/noticia/internacional/relatorio-denuncia-que-chavez-enfraquece-imprensa-privada-na-venezuela
  10. http://blogdopierri.blogspot.com.br/2008/03/cuba-e-imprensa.html
  11. http://www.freedomhouse.org/report/freedom-press/2012/cuba#.U6ObdvldXwo
  12. http://webmanario.com/2011/10/18/a-liberdade-de-imprensa-em-cuba/
  13. http://www.informativo.com.br/site/noticia/visualizar/id/53071/?Apos-50-anos-Cuba-tem-veiculo-de-imprensa-independente.html
  14. http://congressoemfoco.uol.com.br/noticias/lula-imprensa-e-%E2%80%98principal-partido-da-oposicao%E2%80%99/
  15. http://congressoemfoco.uol.com.br/noticias/lula-nove-ou-dez-familias-dominam-comunicacao/
  16. http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=137551&id_secao=6
  17. https://pt-br.facebook.com/events/172133322863233/
  18. http://pt.wikipedia.org/wiki/Partido_da_Imprensa_Golpista
  19. http://pt.wikipedia.org/wiki/Partido_da_Imprensa_Golpista
  20. http://veja.abril.com.br/noticia/brasil/avesso-a-criticas-governo-lula-ve-imprensa-livre-como-adversario
  21. http://www.imil.org.br/artigos/democracia-liberdade-de-imprensa/
  22. http://fndc.org.br/clipping/reinaldo-azevedo-veja-pt-defende-em-resolucao-censura-a-imprensa-e-rui-falcao-convida-878722/
  23. http://www.pt.org.br/alberto-cantalice-a-desmoralizacao-dos-pitbulls-da-grande-midia/
  24. http://www.casseta.com.br/madureira/

 

 

 

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